CALÇADO COM GLAMOUR

Situado em Florença, no porão do Palazzo Spini Feroni, Via Tornabuoni n. 2, o museu foi aberto ao público em 1995 pela família Ferragamo, em um esforço para ilustrar as qualidades artísticas e o importante papel de Ferragamo na história do design de sapatos e da moda internacional.

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Ao lado de fotografias, patentes, esboços, livros, revistas e moldes de madeira dos mais variados e famosos pés, o museu mantém uma coleção com desenhos de 10.000 modelos de design de Ferragamo datados entre o final da década de 1920 até 1960, o ano de sua morte.

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Os sapatos, dispostos em rotação bienal, são escolhidos a cada hora de acordo com temas específicos. Os sapatos, todos trabalhados com refinada habilidade, têm design e materiais que descortinam a mente do artista que esteve sempre em contato com as tendências de época. Salvatore geralmente pesquisava e encontrava ideias, inspirações e colaborações nos principais artistas do seu dia-a-dia. Igualmente, o museu é aberto para exibições da sua histórica coleção com participação de artistas contemporâneos, e promove e recebe exibições e eventos ligados à arte e cultura.

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Ferragamo nasceu na Itália mas imigrou para os Estados Unidos aos 16 anos, onde encontrou um irmão que trabalhava em uma indústria de botas. Convenceu o irmão a abrir um negócio e se mudaram para Santa Bárbara, onde começaram uma pequena loja de reparos e confecção de sapatos. O crescimento fervilhante da indústria cinematográfica absorveu seu trabalho de forma que ele passou a criar figurinos e logo caiu do gosto de estrelas como Greta Garbo, Ava Gardner e Marilyn Monroe.

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Seu perfeccionismo era tanto, que não admitia que suas criações machucassem os pés de suas clientes. Por isso, resolveu fazer um curso de anatomia na Universidade do Sul da Califórnia, onde tirou informações para desenhar calçados mais confortáveis e saudáveis para os pés.

 

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Após 13 anos em território americano, voltou para a Itália, já afamado como sapateiro das estrelas. Lá, ele fixou residência em Florença e passou a calçar os pés das mulheres mais ricas e poderosas do século 20. Comprou o palácio em 1938 para servir de sede e oficina. Em 2000 restaurou o espaço que hoje carrega obras primas importantes dos séculos 17 e 18, como os afrescos de Bernardino Poccetti na capela.

 

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