Roma: real e encantadora

Por trás de tantos mistérios, histórias e lendas, a arquitetura de Roma é bem real e é um símbolo do seu império. As construções possuem grandes escalas e são imponentes e mostram a evolução urbanística dos romanos. A cidade possui pontos turísticos que carregam muito da arquitetura e da arte, que são ícones não somente na Itália, mas sim do mundo!

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Coliseu

Construído no período da Roma Antiga entre 70 e 90 d.C, o Coliseu  é conhecido como maior símbolo da cidade de Roma e um dos melhores exemplos de sua arquitetura. Ninguém sabe ao certo quem projetou o Coliseu Romano, ele tem cerca de 48,5 metros de altura, 189 metros no maior de seus eixos e 156 metros no menor. Foi construído com tijolos, blocos de tufa (pedra calcária), concreto e mármore travertino. A fachada impressiona pela riqueza de acabamento. Diferentes colunas foram usadas na sua arquitetura. Dóricas no piso térreo, jônicas no primeiro andar, coríntias no segundo e janelas retangulares no último pavimento. Cada um desses pavimentos tinha oitenta arcos – a principal característica da arquitetura romana –  com cerca de sete metros cada um. A fachada ainda era decorada por centenas de estátuas de bronze.

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Basílica São Pedro

 

A Basílica de São Pedro, fica no Vaticano, mas é visita obrigatória pra quem vai a Roma. Construída no mesmo terreno onde o imperador Constantino, entre os anos de 324 e 349, construiu um pequena basílica para honrar o túmulo do primeiro Papa, o apóstolo Pedro. Em 1506, o Papa Júlio II deu início a obra da Basílica São Pedro conhecida como é hoje. Até chegar as mãos de Michelangelo, em 1546, o projeto sofreu inúmeros mudanças, mas o formato de uma cruz latina com três naves, sendo que no cruzeiro existiria uma cúpula que, localizada sobre o altar, se alinharia com a sepultura do apóstolo São Pedro, foi mantido. Sobre a cúpula foi construído uma cruz com aproximadamente 138 metros de altura. A construção da Basílica foi completada por Carlo Maderna em 1612, com duração de mais de um século, originando uma monumental construção, sendo sua principal nave aproximadamente 187 metros de comprimento.

No interiore da Basílica estão algumas das mais importantes obras de arte da Itália dos séculos 15, 16 e 17. Esculpida em mármore por Michelangelo, a Pietà é o ponto alto da visita. O Baldacchino sobre o altar papal é uma impressionante alegoria às colunas do rei Salomão, projetado por Bernini sob ordens do papa Urbano VIII.

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Capela Sistina

 

Ir a Roma e não entrar na Basílica São Pedro e não ver o Papa são escolhas, agora deixar de visitar o interior da Capela Sistina é um pecado!

Os turistas – muitos deles – até passam rápido pelo Museu do Vaticano só para chegar na logo no local. O poder e fascínio da capela é impressionante. No ano de 1506, o Papa chamou Michelangelo para refazer o afresco do teto.  A segunda versão é a mesma até hoje e levou cerca de quatro anos para ficar pronta. Dizem que Michelangelo fez tudo sozinho, em cima de andaimes. O tema central do majestoso afresco do teto é o Genesis. As laterais possui cenas do Antigo Testamento, figuras de profetas, sibilas e ancestrais de Cristo. A última obra acrescentada na Capela Sistina foi criada 22 anos depois da pintura do teto. O Papa Paulo III (1534-1549) contratou Michelangelo para que redecorasse a parte de trás do altar. O afresco criado é o famoso Juízo Final, uma das obras primas de Michelangelo. Levou 7 anos para ficar pronto (de 1534 até 1541).